Ora, aqui estão duas fotos do Puppy…o tal cãozinho que anda sempre por perto da Dra. Ana Paula lá da escola e que ela vai tratando, mas que precisa urgentemente de um dono que lhe dê carinho e cuidados. É um animal extremamente meigo e doce…


Ora, aqui estão duas fotos do Puppy…o tal cãozinho que anda sempre por perto da Dra. Ana Paula lá da escola e que ela vai tratando, mas que precisa urgentemente de um dono que lhe dê carinho e cuidados. É um animal extremamente meigo e doce…


Outro dia propus a uma turma que fizesse um comentário livre a uma máxima do Gustafsson, pois queria ver o que aquelas palavras lhes sugeriam. Não era um trabalho de casa..nem todos entregaram. Todavia, houve comentários bem interessantes que passo aqui a publicar sem nenhuma ordem pré-definida!
“No fundo de cada pessoa há um enigma impenetrável. Só como enigma o ser humano assume toda a sua grandeza e transparência”.
L. Gustafsson
Comentário A
“(…) A máxima diz-nos que cada ser humano encerra em si algo que é desconhecido aos outros, tal como um enigma que as outras pessoas não conseguem decifrar. É algo que não se vê e que torna cada pessoa única. Esse enigma não é algo necessariamente mau que deva ser «escondido», pelo contrário, é algo que nos deixa sermos apenas mais um ser humano.
Nunca conhecemos uma pessoa por completo. Há sempre algo que desconhecemos acerca dessa pessoa. A máxima diz-nos também, que isso é o que torna esse ser humano tão extraordinário e grandioso. Se conhecessemos as pessoas por completo a vida acabaria por ser monótona. Assim, somos constantemente surpreendidos pelas pessoas que julgamos conhecer, pois na verdade não somos capazes de decifrar o enigma que cada um possui”.
Marta Freitas 10ºC
Comentário B
“As pessoas querem, sem dúvida, ser transparentes consigo e com os outros, mas não o são. O ser humano é esse ser sempre à procura da sua «humanidade» e do segredo que esta guarda. Há algo em nós de indecifrável, de incompreensível, que permanecerá sempre, e que é constituitivo do nosso ser. Aprender a viver e a estruturar-se com o enigmático parece-me ser um segredo para a compreensão do amanhã.
O enigma faz parte da nossa vida. Não é um resíduo, o que seria conveniente abolir de vez. Muito ao contrário; sem ele o ser humano não estaria numa contínua aprendizagem, essencial para ser Humano e conviver com o enigma.
Deste modo, o ser humano deve-se construir com esse «insuportável» que está nele.
O Homem eleva-se, quando procura sem cessar responder a um enigma.”
Tânia Melo 10ºC
Comentário C
“O ser humano tem que ser diferente dos outros para que se desperte interesse noutro ser humano. Este é o tal enigma que cada um de nós tem.
O interessante é que qeste enigma tem de ser apreciado e descoberto pelos outros seres humanos (…)”.
Joaquim Regadas 10ºC
Comentário D
“Dentro de nós há um desconhecido. Por mais que tentemos, por mais voltas que demos, nunca conseguimos nem conseguiremos conhecer-nos a nós mesmo por inteiro, muito menos os outros que nos rodeiam. De certa forma, podemos quase comparar esta situação à «história do burro e da cenoura». A única diferença é que o burro está sempre à mesma distância da cenoura e, neste caso, acho que com o passar do tempo e com as experiências que vamos tendo, estamos cada vez mais próximos de a alcançar, mesmo sendo inatingível. Por um lado, é isto que faz com que o convívio com as outras pessoas não seja monótono, e nos consigamos muitas vezes surpreender com elas, mas, por outro lado, nunca sabemos o que esperar de cada um”.
Sarah Oliveira 10ºC
…é uma viagem fascinante até…
só vendo…até ao fim…fabuloso.
Obs: se andarem para a direita ou para a esquerda naquele cursor que está em cima, do lado esquerdo, a viagem torna-se cada vez mais rápida..
http://zoomquilt2.madmindworx.com/zoomquilt2.swf
…uma aula livre, discussão aberta, sem a pressão da campainha, para quem quis, sentiu vontade, quis ouvir e falar, pensar e discutir…foi muito reconfortante e compensador ver que quem estava ali, estava porque queria estar, com vontade de discutir ideias…estes momentos valem por todos os menos bons que se vivem numa escola…são estas pequenas coisas que ainda me fazem pensar que vale a pena continuar a acreditar que podemos, se quisermos, viver uma vida com sentido…
Momentos como os da aula livre de hoje fazem-me acreditar que é possível encontrar jovens conscientes, diferentes, questionadores, inconformados, lutadores…momentos que me fazem pensar que continua a valer a pena não vos deixar “adormecer”…que continua a valer a pena puxar pelos alunos, não deixar que se percam no sono dogmático da mesmidade…
Obrigada a todos os que estiveram dispostos a pensar…para os alunos do 10ºC que lá estiveram, bem-vindos à Filosofia “fora de horas”!!!
One Last Goodbye…uma faixa ouvida há dois dias com uma emoção que não conseguiria descrever. One Last Goodbye fala da perda e da dor dessa partida…um hino ao amor…
How I needed you
How I bleed now you’re gone
In my dreams I see you
I awake so alone
I know you didn’t want to leave
Your heart yearned to stay
But the strength I always loved in you
Finally gave way
Somehow I knew you would leave me this way
Somehow I knew you could never stay
And in the early morning light
After a silent peaceful night
You took my heart away
And I grieve
In my dreams I can see you
I can tell you how I feel
In my dreams I can hold you
And it feels so real
I still feel the pain
I still feel your love
I still feel the pain
I still feel your love
And somehow I knew you could never, never stay
And somehow I knew you would leave me
And in the early morning light
After a silent peaceful night
You took my heart away
I wished, I wished you could have stayed
“Depois de algum tempo aprendes a diferença, a subtil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E aprendes que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começas a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. Acabas por aceitar as derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprendes a construir todas as tuas estradas de hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de se partir ao meio em vão.
Depois de algum tempo aprendes que o sol queima se te expuseres a ele por muito tempo. Aprendes que não importa o quanto tu te importas, simplesmente porque algumas pessoas não se importam… E aceitas que apesar da bondade que reside numa pessoa, ela poderá ferir-te de vez em quando e precisas perdoá-la por isso. Aprendes que falar pode aliviar dores emocionais. Descobres que se leva anos para se construir a confiança e apenas segundos para destruí-la, e que poderás fazer coisas das quais te arrependerás para o resto da vida.
Aprendes que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que tens na vida, mas quem tens na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprendes que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebes que o teu melhor amigo e tu podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobres que as pessoas com quem tu mais te importas são tiradas da tua vida muito depressa, por isso devemos sempre despedir-nos das pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprendes que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos.
Começas a aprender que não te deves comparar com os outros, mas com o melhor que podes ser. Descobres que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser, e que o tempo é curto. Aprendes que, ou controlas os teus actos ou eles te controlarão e que ser flexível nem sempre significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, existem sempre os dois lados.
Aprendes que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer enfrentando as consequências. Aprendes que paciência requer muita prática. Descobres que algumas vezes a pessoa que esperas que te empurre, quando cais, é uma das poucas que te ajuda a levantar.
Aprendes que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que tiveste e o que aprendeste com elas do que com quantos aniversários já comemoraste. Aprendes que há mais dos teus pais em ti do que supunhas.
Aprendes que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são disparates, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.
Aprendes que quando estás com raiva tens o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobres que só porque alguém não te ama da forma que desejas, não significa que esse alguém não te ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprendes que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes tens que aprender a perdoar-te a ti mesmo. Aprendes que com a mesma severidade com que julgas, poderás ser em algum momento condenado.
Aprendes que não importa em quantos pedaços o teu coração foi partido, o mundo não pára para que tu o consertes. Aprendes que o tempo não é algo que possa voltar para trás.
Portanto, planta o teu jardim e decora a tua alma, ao invés de esperares que alguém te traga flores. E aprendes que realmente podes suportar mais… que és realmente forte, e que podes ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que tu tens valor diante da vida! As nossas dádivas são traidoras e fazem-nos perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.”
William Shakespeare
( imagens retiradas de www.deviantart.com

Parece o título de uma história infantil, mas não é. Aliás, esta “imagem” da cenoura e do burro é muito conhecida…pessoalmente, penso que tem aplicações várias na nossa vida, ajudando-nos a perceber como funcionamos, sobretudo porque traduz, na sua essência uma marca humana com a qual, muitas das vezes, lidamos mal: a nossa insatisfação e a necessidade de acreditarmos que os nossos objectivos são alcançáveis. Somos burros atrás de cenouras, tal como somos seres humanos à procura da felicidade e de inúmeras respostas. Penso, pessoalmente falando, que podemos entender a busca da felicidade a partir desta imagem. Deste modesto ponto de vista somos burros (pessoas) que caminham em busca da cenoura (felicidade), porque a têm no seu “campo de visão”, porque lhe parece alcançável, parece estar perto, mesmo ali à frente, sendo só uma questão de continuar a avançar. O burro não sabe que, por mais que avance, a distância à cenoura manter-se-á a mesma, embora possa ter a ilusão de que assim não é, até porque os solavancos do caminho balançam-na, dando a sensação de que aqui e ali a cenoura está mais perto ou mais distante. Na realidade não está; está sempre à mesma distância, mas sempre ao alcance do olhar. Vê-la, dá esperança ao burro, fá-lo avançar. Sem ela, ele desistiria de continuar a andar. Sem ter a sensação de que esteve perto, não poderia ter a sensação de estar agora mais longe, ou vice-versa. É isto que faz o burro andar. Entendo a felicidade do mesmo modo…está sempre à mesma distância dos nossos passos, tão tentadoramente à vista, mas sempre inalcançável. Podemos, como o burro ignorar isto (porque nos apetece, porque caminhamos mais…), ou ter consciência disso…ainda assim, o sonho de qualquer coisa mudar e apanharmos, finalmente, a cenoura. Faz isto de nós seres infelizes? Penso que não…de modo algum…embora tudo dependa da consciência que tenhamos de tudo isto e daquilo que estamos dispostos a suportar pensar. Há momentos de felicidade quando os passos são bem sucedidos em direcção à cenoura; há felicidade em caminharmos, independentemente de agarrarmos a cenoura ou não… a verdade é que ela faz parte do nosso horizonte e dá-lhe sentido. Se a pudéssemos agarrar seríamos, então, felizes? Teríamos a felicidade, finalmente? Julgo que não…nesse mesmo momento, aperceber-nos-íamos de quão frágil é essa cenoura e de quão mais apetecível ela era na distância, embora pequena…Quereríamos outra cenoura…acreditaríamos que há cenouras maiores, melhores do que aquela…partiríamos, de novo, em busca…eternamente à busca DA cenoura…da que não há, da que não existe…
Enfim, penso que há verdadeiros momentos de felicidade, se soubermos entender isto, se soubermos lidar com os nossos limites e as nossas impossibilidades. Deste modo, a cenoura será sempre uma agradável e inatingível visão que ilumina o nosso quotidiano.