Foi difícil. Fiquei com um nó na garganta. Foi com bastante dificuldade que segurei as lágrimas que se insinuavam. Pensei que estava preparada, mas não estava. Não se está nunca, penso. É difícil deixar voar por sua conta os passarinhos que (também)cresceram sob as nossas asas. Tem-se sempre medo que eles se percam a voar, ou simplesmente que desistam de o fazer. Mas está na hora de voarem sozinhos e experimentar a beleza do voo picado. Está na altura de testar as asas. Resta-me esperar que nos encontremos algures, nesse enorme céu, onde as asas ganham vida e as perguntas se tornam o frio que as faz vacilar. As respostas, essas, estão ao alcance da nossa vontade e da nossa persistência. Voemos, então.
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