Arquivo de Fevereiro, 2007

28
Fev
07

Ser, no mais pequeno pormenor.

SER, talvez o problema do agir, do querer, do decidir. . .
por vezes, somos o que queremos ser, por outras o que querem que sejamos e as vezes nem sou eu, nem aquilo que queres que eu seja. . .

não seria então melhor, como forma de expressão, talvez, mostrarmos que realmente o que somos pode coincidir com o que querem que sejamos ?
não seria então melhor, se em tudo o que fizessemos, mostrassemos um bocadinho de nós ?
não seria então melhor, se no mais pequenino pormenor conseguissemos SER ?

e SER, não na perspectiva egocentrista do mostrar, do exibir, do realçar, mas sim na de ajudar, na de concretizar, na de melhorar, na de fazer crescer !
e SER para que possamos mostrar que talvez, o melhor do SER HUMANO seja mesmo o SER, o SER útil, o SER produtivo, o SER de caridade, o SER de amor. . .

então, e como “reles” SER, que pretende SER e fazer SER, faço das minhas, as mais sábias palavras de Fernando Pessoa:
“Põe quanto tu és no mínimo que fazes” e usa o que de bom em ti ha’, para SERES, para FAZERES, para CRESCERES, para MUDARES, no fundo, para MELHORARES !
usa de ti mesmo, mesmo na mais estúpida e insignificante palavra, o maior do teu SER, o maior do teu QUERER, o maior do teu AMOR e assim, o mínimo de nós poderá SER o máximo para alguém !

/ Sara Santiago
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25
Fev
07

A vida é um contrato de risco

«Basta estar vivo para correr riscos. Riscos de fracassar, ser rejeitado, frustar-se consigo mesmo, decepcionar-se com os outros, ser incompreendido, ofendido, reprovado, adoecer. Não devemos correr riscos irresponsáveis, mas também não devemos temer andar por terrenos desconhecidos, respirar ares nunca antes respirados.
Viver é uma grande aventura. Quem ficar preso num casulo com medo dos acidentes da vida, além de não os eliminar, será mesmo frustrado. Quem não tem audácia e disciplina pode alimentar grandes sonhos, mas eles serão enterrados nos solos da sua timidez e nos destroços das suas preocupações.»

«Será que ainda possuímos essa capacidade mágica que é sonhar?»

Não basta ter desejos, é preciso ter sonhos, para mim os desejos são “passageiros”, os sonhos projectos de vida, o que vamos fazendo, fazemos ao ritmo dos sonhos.
Não devemo-nos fechar em nós, a vida é para ser vivida!!! Com o tempo ultrapassa-se os medos, as inseguranças!! É bom poder contar com as pessoas!! (aproveito para agradeçer a duas pessoas que marcaram a minha vida)

Por isso, não dessistam dos vossos sonhos!!

Daniela A.

23
Fev
07

Genética

genetica.jpg

O que são as coisas?

Qual é o limite?

De que somos feitos nós?

IM

14
Fev
07

A propósito do Dia de S.Valentim…

O prometido é devido e aqui estou eu a deixar um post sobre o Dia de S.Valentim conforme prometi.
De facto, não podia deixar “passar em branco” a experiência engraçada de que hoje fiz parte, numa das minhas aulas, ao ver-me incumbida de ler umas cartas dirigidas aos rapazes e raparigas da turma…uma experiência engraçada, admito, e fartámo-nos de rir todos genuinamente daquelas palavras. Todavia, a experiência que se podia ter ficado por aí assumiu outros contornos ao tornar-se, para mim, objecto de reflexão filosófica. Eu sei, eu sei! É um terrível “vício” meu este de estar sempre a trasformar as mais “normais” situações em objecto de reflexão filosófica. Terá que ver, certamente, com um “vício de profissão”, mas quem me conhece melhor atribui este “vício” a um traço da minha personalidade e pronto! Pronto! Já sei! Já sei também que falo muito. É verdade. Se não falo, escrevo; se não escrevo, falo. Aqui vai, então, a “caseira” reflexão sobre a evolução dos (des)afectos…

Viajar até aos momentos típicos do enamoramento é algo alucinante, essencialmente fazer tal viagem através do brilho dos olhos dos outros. Assim nascem os afectos que se materializam, consubstanciam, em gestos como este, o de escrever cartas num dia como o de hoje. A troca de olhares, a mística de duas mãos que se entrelaçam, um sorriso tímido e a eternidade instala-se! É o momento da fusão, do abismo, da estrada sem retorno em que dois seres distintos caminham, por motivos vários, numa mesma direcção.

Os instantes vividos tornam-se eternidade partilhada numa cumplicidade densa que se veda ao mundo. Todavia a ameaça paira no ar; a ameaça de “coisificar” o Outro (filosoficamente falando, é mesmo este o termo), da redução do Outro, reunir pedaços de identidade própria a algo que esteja ao meu dispôr, cumprindo um desígnio que atribuí. E assim o Outro ou se deixa reduzir a mim, ou me escapa por entre os dedos. Ao reduzi-lo a mim, ao transformá-lo em objecto de amor narcísico, perco a consciência da dádiva, da partilha e o Outro desvanece-se perante o meu olhar em mais um pedaço de mim, ou então recusa-se; recusa-se a fazer parte desse cenário.

Estarmos despertos para essa ameaça eminente, para o perigo efectivo que constitui, é a mensagem que deveríamos deixar registada no dia de hoje. Pensar que o Outro não é muito diferente, hoje, daquilo que já foi…pensar que, possivelmente nessa ânsia de tudo reduzir a pó numa necessidade premente de chegar a algum sítio seguro, nos esquecemos de respeitar o espaço, a diferença. Assim, aquela borbulha que lhe era tão própria, tão pessoal, tão única, tornou-se numa terrível verruga a eliminar já, para sempre, seja de que forma for!!! Que borbulha horrível!, pensamos nós, olhando para lgo que já despertou no passado um doce inquietação e um sorriso…

É isso. Perdemos, muitas vezes, a noção do caminho que nos propusemos seguir. Por vezes acabamos por perceber, no fundo, no fundo, que estávamos enamorados não daquela pessoa, nem de nós mesmos, mas do próprio estado de alma em que tal sentimento nos faz mergulhar…