06
Out
10

As larvas e as libelinhas

Deixo aqui este belo texto para os «meus pequenos filósofos» interpretarem…fico à espera!…
🙂

As larvas e as libelinhas
Era uma vez … as larvas da água e as libelinhas.
As larvas viviam felizes no lodo do rio mas ficavam muito tristes quando viam desaparecer as suas irmãs, trepando os caules dos nenúfares. Não sabiam explicar qual era o seu destino nem o que lhes sucedia.
Um dia fizeram um pacto: prometeram que se alguma delas sentisse vontade de subir, voltaria para contar porque tivera de partir. Mas, pouco tempo depois, a larva que sugeriu este plano, quase sem se dar conta, começou a trepar o caule do nenúfar.
E subiu até que chegou à superfície da água. Exausta, adormeceu sobre as folhas do nenúfar. Quando acordou ficou espantada! O seu corpo tinha umas belas asas… ela transformara-se numa libelinha que podia voar em liberdade.
Lembrando-se da promessa que fizera, tentou, em vão, mergulhar na água.
“Não posso regressar”, disse consternada.
“Ainda que conseguisse chegar junto das minhas irmãs, elas não me reconheceriam. Terei de esperar até que elas se transformem também em libelinhas. Então, compreenderão o que se passou e para onde é que eu fui”.

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6 Responses to “As larvas e as libelinhas”


  1. 1 Raquel 12 D
    Outubro 7, 10 às 7:00 pm

    Este texto mais parece um conto para as criancinhas perceberem como é k as larvas vão passar a libelinhas…Agora num contexto filosofico…a coisa é bem diferente…Em vez de larvas temos as pessoas… Mas k raio d comparação k eu tou a fazer as larvas não têm nada haver connosco..mas neste caso apenas compreendemos as coisas ou compreendemo las melhor kando passamos pelas situações..por mais k keiramos explicar-nos aos outros sobre algo eles nunca vou entender o k sentimos até experimentarem o mesmo, até se tornarem libelinhas…
    Foi esta a minha interpretação… não sei se foi a mais correcta..mas foi esta a conclusão k tirei deste tão simples (“complexo”) texto.
    beijos

  2. 2 Sandra Assunção
    Outubro 8, 10 às 1:09 pm

    Um texto que me é familiar… =)

  3. 3 Sarah Oliveira
    Outubro 10, 10 às 4:50 pm

    Excelente texto de reflexão… =)

  4. 4 cx
    Outubro 18, 10 às 7:54 pm

    Penso que este texto é muito filosofico,apesar de nao parecer…e é um texto que faz pensar…e a primeira coisa que eu pensei(um bocado dramatico) é que nós poderiamos por-nos nos lugares das larvas ou seja nós ate podemos saber o nosso destino ou seja que um dia vamos morrer mas apesar de sabermos isso nao sabemos o porquê de morrermos e para onde vamos,tal como as larvas nao sabiam para onde iriam depois de se transformar…nós ate podemos idealizar a morte e tentar imaginar o que sentiriamos…ate podemos ver uma pessoa a morrer,e essa pessoa pode tentar explicar o que sente…mas nunca passara disso… nunca saberemos realmente o que essa pessoa sentiu…e so saberemos quando passarmos por ela…pq quem perde algum familiar ou ate que nem seja …pergunta-se o que sera que ela sentiu ,qual tera sido o seu ultimo pensamento..para onde é k tera ido…estara mais feliz agora …estara bem…voltando ao texto as larvas transformavam-se em libelinhas e ate queriam tentar explicar e expressar para onde foram o que sentiram às outras…mas nao o poderiam fazer… e mesmo que podessem as larvas poderiam ficar com uma ideia mas la esta nunca o saberiao realmente…so iriam ter a plena consciencia quando passam por isso…foi esta a minha interpretaçao deste texto talvez um bocado dramatica…mas penso que sao coisas que as pessoas nao pensam muito…

  5. Janeiro 7, 11 às 5:46 pm

    Eu amo essa lenda. Apesar de ser lenda e , por ser lenda, existe uma moral nessa história. Ou seja, entendo que não podemos voltar ao estado anterior. O que fizemos, ta feito. O que foi sentido, mesmo que peçamos ou que nos peçam desculpas, ja sentimos. Isto nos faz pensar MIL VEZES antes de fazermos ou dizermos alguma coisa. Ou pelo menos deveria ser assim.
    Abraços

  6. 6 ANGEL
    Abril 7, 11 às 5:58 pm

    Realmente… é preciso reflectir. Por vezes dizemos certas coisas, e, sem pensar, nem sequer as fazemos… o que acontece é que quem sofre com os nossos erros muitas vezes são os outros. Um bom conto, e não acho nada infantil! Aliás, é simples e directo, mas ao mesmo tempo uma amostra de uma profunda sensibilidade.
    BJS, ANGEL


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